Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

É preciso. É, preciso...

Fé ver
Ferver
Sinestesia
Em êxtase vital
Sublime.
Romper, roer
Na linha simples das liberdades nossas,
Justas, precisas, impostas.
Dos sonhos perdidos que serão encontrados.
É preciso nascer
É preciso romper
É preciso (re)nascer
É preciso viver
É preciso não se entregar
É preciso se (re)encontrar
É preciso, é preciso, preciso...

Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Melodias...

"Sem a música, a vida seria um erro..."


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Há mal no mais sublime amor?
Aquele que se faz pleno, puro, intenso, divino!
O amor
Ah, o amor!
Aquele de todos os tempos,
tão almejado, sonhado, perseguido....
Perseguido?
Pelos que o desejam, pelos que não o compreendem,
pelos que não o sentem.
Mas como pode algo tão belo, tão forte, tão bom...
que entre todas as dificuldades mundanas só se quer fazer existir,
ser renegado, crucificado?
Ah, essa tola mania dos homens de crucificar uns aos outros,
de perseguir sempre cegos pelas suas tortas reflexões sobre a vida;
cegos pelos seus próprios medos; cegos pela sua falta de sensibilidade
e de amor, sim! O amor tão aclamado e tão impiedosamente questionado.
Ora, se se ama, é porque se ama, pela simples essência do amor...
Do amor sentido, do amor vivenciado, do amor compartilhado, do amor...
É como acreditar em algo, acredita-se porque se acredita oras, é
como a fé que se tem sem se saber explicar.
O amor que está latente, vivo, mas que não se pode tocar,
nem ser visto explicitamente...mas pode ser percebido nas entrelinhas da vida,
Nos gestos, no carinho, nos olhares.
Mas é preciso ter esse amor dentro de si, com tamanha intensidade e força,
ou o amor do outro vai sempre parecer irreal, equivocado, onde na verdade
o único equívoco existente está na prepotência das pessoas em generalizar histórias,
menosprezar sentimentos, exacerbar em pré-conceitos seus receios, sem perceber o quanto se fazem cruéis e vítimas de um (des)amor sem precedentes, em nome de convenções mas jamais em nome do amor ou de sua máxima expressão divina como acreditam fielmente.
Ah se todos experimentassem daquele verdadeiro amor, se soubessem a sensação de vivê-lo, jamais ousariam duvidar de sua verdade, jamais ousariam duvidar!
E não é preciso muito, só que se tenha alma, uma alma imensa e imersa no amor, na sua forma mais singela e pura.
Então os olhos se abrirão para a beleza do ato de amar, e as almas suspirarão em êxtase, não pela sua compreensão, mas por sentir, se permitir ir mais além, além de qualquer entendimento, além das aparências, além dos receios, mais além...e isso basta!

Sábado, 4 de Outubro de 2008


'Nunca se imaginou como agora, ou sentiu como agora...
Era tão forte, tão intenso e tão estranhamente simples
que não conseguia mais viver sem aquilo tudo.
Era seu novo mundo, com suas novas sensações, tornavam-se
tão sublimes, todos os dias, que se envolvia sem medo, e se envolvia plenamente.
Talvez fosse absurdo tudo aquilo,
talvez fosse mesmo confuso,
mas talvez, talvez fosse a coisa mais singela e incrivelmente boa que já havia sentido,
que já havia lhe acontecido.
E mesmo que não fizesse mais nenhum sentido, não aos olhos do outro mundo, que a limitava
e interrogava, fazia para ela, era fácil decifrar, compreender....bastava sentir!
E então ela se deixou levar...e mergulhou tão profundamente, que mal conseguia olhar para a superfície. Quem sabe ela mesma não desejasse mais ficar naquela superfície, não com todos aqueles seus aspectos mesquinhos. Era feliz, como nunca fora...e sabia que estava disposta a ir mais além, e mais, e mais...até onde seus pés já não mais tocassem o chão.
Flutuaria em sonhos, desejos, alguns medos, sim, mas tudo se direcionava com tamanha intensidade, que o maior erro diante daquela tempestade sentimental, seria deixar passar, e é por isso que ela resolveu se entregar ao desconhecido, e se arriscar verdadeiramente.'

Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

O novo, e suas impressões...



'Aguardava ansiosamente por aquele momento, o encontro. Encontro entre ela e o novo, entre ela e tudo que se fazia cada vez mais próximo, cada vez mais tangível. Os primeiros passos, ainda tímidos, ainda cabisbaixos, pouco a pouco, levando-a à novos abraços, novos olhares, novos gestos, novos toques, novos sentidos e sentimentos...
Perdia-se na vida que agora observava se refletir nos olhos diante dela, olhares cheios de seus mistérios, de suas histórias, de seus desejos mais íntimos e de seus sonhos mais doces. Decifrava cada um deles, e sentia-se também sendo decifrada por eles. Talvez um dia se descubram por completo, ou talvez jamais se revelem plenamente. Mas o tempo fará com que, mesmo diante de tudo que ainda está por vir, com seus obstáculos e medos, a cumplicidade permaneça e se renove, cotidianamente!
Dos verdadeiros laços passíveis de nascer e crescer todos os dias, nenhuma peripécia do acaso será capaz de dissolver. E a saudade dos tempos de outrora, traz consigo no peito, ao lado de olhares outros que já marcaram, para um lugar além do sempre, toda a sua vida.'