Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Pétalas de uma flor em mim.


'Quando suas pétalas caem
delicadamente sobre o balanço
do vento, são partes dela que
aos poucos e suavemente
em sentimento sem fim
vão ficando pelos caminhos.'

Sábado, 3 de Maio de 2008

(...)





"Sua alma estava exposta,
seus sentimentos inacreditavelmente em carne viva.
Estava entre as emoções mais viscerais, delicadamente intensas e gritantes.
Um sopro de liberdade passava suavemente por entre
todas as tempestades sentimentais, e era preciso segui-lo,
sem esperar ou se amedrontar
Quando a vi estava correndo em passos tão decididos,
que nem ao menos tive tempo de dizer adeus!
Sentei naquele banco tão solitário quanto meu coração
naquele instante, e meus dedos tocaram um pedacinho
de papel antes que o vento o levasse para longe dali, como levou a minha menininha.
Nele li os dizeres mais sinceros, que me fizeram entender toda a sua partida...
-Eu sempre irei voltar pra você, sempre que me buscar em suas lembranças! Mas agora eu preciso voltar pra mim mesma, me recolher no meu mundo de cores e sonhos até chegar além do horizonte que sempre observava diante de mim. Busque a nossa melodia sempre que sentir saudades, então a música da alma voltará a tocar, e serei eu tocando em você novamente!"






Me sinto infindavelmente feliz por todas as vezes em que esse Universo me serviu de abrigo, pra compartilhar meus sonhos, minhas palavras e os meus sentimentos mais particulares. Mas sinto que agora preciso me recolher em um Universo ainda mais paralelo, preciso me dedicar à certas coisinhas que, agora, necessitam de todo o meu tempo e disposição. As palavras e emoções permanecerão aqui, e assim sempre uma parte de mim.



Carinhosamente, Menininha.





Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Refúgio.




'Quando o mundo fica sem vida, quando as ruas perdem as suas cores, quando os gestos se distanciam da sinceridade e os sentimentos tornam-se banais; ela se permite fugir para bem longe, para onde suas lembranças tragam de volta momentos inesquecíveis, emoldurados nos mais adoráveis, e particularmente belos, sentimentos. Assim, mesmo que tudo a sua volta esteja envolto num cinza desolador, seu coração à leva para onde as fantasias são reias, os sonhos plenamente possíveis e a vida, cheia dos verdadeiros amores, amigos e cores!'
(...)

Domingo, 6 de Abril de 2008

'Sentimentos em demasia costumam calar minha escrita. Os pensamentos eufóricos são tão intrigantes que deixam mudas todas as minha palavras. Momentos em que haveria tanto a se falar, infindáveis palavras a serem escritas, mas não há nada que faça sentido, ou que possa representar fielmente o que sinto. Há apenas palavras secas, que embora lutem para ganhar a vida que necessitam exprimir, não passam de manchas sem cores nessa folha de papel. Talvez a lágrima que caiu sobre ela seja a única forma de emoção que eu possa lhe imprimir. Talvez seja toda a emoção, a solitária maneira de dizer o quanto ando sentindo muito por tudo, pelos desencontros, pelas situações que se foram, pelas conversas que não voltam mais, pelos momentos em que eu, tão cheia de sonhos e vontades, deixei passar sem conseguir ao menos dizer uma palavra que pudesse fazer tudo ser diferente, qualquer coisa que fosse capaz de mudar o rumo dos acontecimentos, se é que um dia eles realmente tiveram um rumo a seguir.'

Domingo, 16 de Março de 2008

Olhos mudos.



"Ela tinha os olhos mudos, e alma embriagada de sentidos, todos indo e vindo entre as esquinas dos seus sentimentos, às vezes se encontravam, outras se perdiam. Suas escolhas pareciam irracionalmente nebulosas, os olhares pairavam sobre ela, sobre seus gestos, sobre suas palavras, que embora estivessem prontas a sair afiadas e contundentes, cortavam-se entre suspiros ofegantes e pensamentos efêmeros. Porém, para ela não importava a aparência confusa de seus passos, ou as decisões casualmente tomadas. Se havia euforia em todo aquele mundo real que incansavelmente tentava tragá-la com suas forças mais repugnantes; havia também certezas sutis e um caminho traçado dentro do seu espírito, um caminho de onde pudiasse ver o começo e sentir nitidamente para onde seguir. Sentia-se cada vez mais livre, mesmo que a cada passo concretizado os olhares do mundo se direcionassem para ela cada vez mais tomados de repreensão e dúvidas. Sentia como se estivesse desabrochando, e a medida que as pétalas envelhecidas caíam cedendo lugar ao novo, ao desconhecido, sua alma gradativamente se desarmava, escoava de emoções faiscantes, derramava-se de vida. Os medos não eram dela, menos ainda as dúvidas e receios, eram todos sentimentos alheios, que melancolicamente se debrusavam sobre ela na tentativa de se fazer presente e transformarem-se em parte da sua carne, dos sentimentos do seu corpo. Mas toda essa casca de abomináveis expectativas não mais a incomodava, as vozes do mundo perdiam-se entre os seus sonhos, imponentes e encantadoramente apreciáveis. O que ela desejava no mais íntimo do seu ser seria ardentemente perseguido, até o dia em que as coisas dariam certo, e as conquistas seriam palpáveis. Então os olhos do mundo estarão admirados, mas isso à ela também não importará, porque não vive para esse mundo de indiferenças e desigualdades, vive pois para o seu mundo que fantasia todas as noites antes de dormir, o mesmo mundo que ela, a passos irracionalmente calculados, sente pulsar e fará existir. Não em um dia qualquer, mas agora, durante todo o tempo, para tudo que viver com o desejo irremediável de não ser como todos os outros, mas de deixar em todos os seus gestos a marca de que estava disposta a ser diferente e a fazer diferente. E mesmo que o tempo passe, mesmo que as coisas mudem, os seus sonhos jamais poderão envelhecer, e as escolhas feitas de coração aberto estarão unidas em ações concretas que irão permanecer na sua história para sempre."





[Menininha]